segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Paris inspira

Sentada no jardim bem em frente ao Louvre, escrevi em meu caderninho laranja: "porque a solidão que amedronta, essas dos quadros sombrios e das canções de melancolia, a solidão ela vem de repente, ela vem sem ser chamada e não cabe em um roteiro de viagem. Ela chega de susto e te coloca à prova: não quero - é a primeira reação. Não quero de birra, não quero saber o que você veio fazer aqui. A solidão que chega nunca saiu daqui. A solidão se ilumina, porque nada mais é que o outro que é você mesmo. Se ilumina e assusta pela familiar estranheza. C' est moi. C' est moi? Uma viagem deve ser a maneira de se chegar aí. De onde nunca se saiu. Uma maneira de se iluminar o outro"

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